Pular para o conteúdo principal

Saudade #2


Janeiro/2019 |
Há uma semana atrás, dormi pouco e quando acordei, sentia o coração tão apertado :/ corri pro hospital com um fone de ouvido, queria te mostrar uma música do barão vermelho.
Chegamos lá, eu e o Vitor, e conseguimos te ver por pouquíssimos minutos. Fiz carinho na sua mão e testa, cheguei até o seu ouvido e disse que te amava. Tinha alguns recados pra te dar, mas não consegui. Pediram pra esperar do lado de fora, que você estava tendo uma piora, mas que logo me chamavam.
Minutos depois, a médica sai e com muito cuidado e preocupação, me dá a notícia que eu nunca queria ter recebido... Ela me disse ainda que você estava só me esperando pra se despedir e descansar... Como fico com uma notícia dessas, pai? Meu coração desaba, meu corpo inteiro treme, mas eu sei que pra você, era o melhor. Você precisava descansar...
Você sempre soube do meu amor e respeito por você. Sempre tivemos nossas histórias e músicas.
Quando eu era pequena, você puxava a minha orelha. Depois invertemos... Rimos muito juntos, ficamos tristes também. Não tivemos só momentos felizes, mas prefiro ficar só com eles.
Ouvir Guilherme Arantes agora me faz chorar. Capital Inicial também...
Aos poucos vou aprendendo a não ter você mais aqui na vó, a não te encontrar pelas ruas quando chego aqui.
Te amo pra sempre, pai.
Sei que você sempre teve um coração enorme, disposto a ajudar quem precisava. Só não cuidou muito de si mesmo, né... Tudo bem, fazer o quê, né, sr. Álvaro?!
Espero, de coração, te reencontrar algum dia. Enquanto isso, fico com as suas músicas e histórias. Fico com a sua magrelice e canhotice...




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A dor de perder uma filha e a necessidade de voltar a viver

(Perfil literário feito para a aula do Grossi, último para a facul - USCS) Ela senta na poltrona vermelha da sala e olha para o porta-retrato que está exposto na estante, ao lado da televisão. Olha para mim e diz, quase suspirando, que não vai ser fácil sentar e relembrar a dor que sentiu na noite de 17 de maio de 2008. Já se passavam das duas horas da manhã, quando o telefone tocou na sala. Helena acordou assustada, olhou para o marido que também tinha acordado com o barulho e, juntos disseram: “É a Carol!” Paulo, levantou da cama e correu até o telefone. Do outro lado da linha, ouvia-se barulho de sirenes, pessoas falando e a voz de um moço que se identificou como o bombeiro Fonseca. “É da casa de Caroline Mendrado?” “Sim, o que aconteceu? É o pai dela!” “Senhor Paulo? Aqui é o bombeiro Fonseca. Infelizmente não tenho notícias boas. Preciso que o senhor e familiares compareçam ao Pronto Socorro da Vila Alpina.” “O que aconteceu com a minha filha? Cadê ela? Deixa eu...

Sangue verde e amarelo

 Acho engraçada a forma dura que o brasileiro tem de falar de si mesmo. Nada está bom, nada nunca foi bom e pelo jeito, continuará sendo. A culpa não é das estrelas, é do governo, é do PT, é da Dilma.  A Copa no Brasil tinha que ser encarada de forma positiva e com amor. Amor aos visitantes estrangeiros, amor aos adversários, amor à nossa nação! Mas o povo prefere "resolver" tudo como marginal, com palavrões, vaias e manifestações cheias de ignorância.  Política deve ser discutida e "resolvida" no dia de eleição, não? Tem muito dinheiro envolvido na Copa, mas a hora de lutar por alguma coisa não é agora. Eu, pelo menos, não acho.   Na verdade, não acho que eu tenha algum tipo de propriedade para falar sobre política. Entendo pouco, mas educação é educação em qualquer lugar, situação e língua.  Acredito que nós, brasileiros, devemos nos lembrar quem somos de verdade. Devemos acreditar no nosso taco, no nosso potencial e fazer uma festa verde ...

Email para uma amiga...

(Artigo feito para o estágio)  Respondendo seu email, acho que você precisa parar de pensar nas coisas ruins da vida e se permitir viver em paz com você mesma. Quando a gente não lida bem com a solidão, com o tempo de vivermos com a gente mesmo, não podemos ser pessoas melhores, não sabemos somar de forma positiva nas vidas das pessoas que nos cercam.  A dor que sentimos muitas vezes não é sentida pelos os outros. E merecemos o nosso tempo de dor. Mas esse tempo não deve se estender, não deve ser maior que o tempo de renascer, de querer viver de bem consigo mesma.  Posso estar errada, mas você procura a SUA felicidade nos outros. Quando ela, na verdade, deve partir primeiramente de você. Só de você!  É burrice, imaturidade querer viver acreditando que sozinha não se pode ser feliz! Que é preciso um amor, que é preciso uma conquista, uma cantada... Se vierem, é bom, claro. Mas forçar que venham, não... Não faz sentido! O amor não tem regras, mas ele precis...